Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) identificou irregularidades que somam R$ 4,3 bilhões nas contas do Ministério da Educação (MEC), referentes ao exercício de 2024. O relatório da CGU revela discrepâncias patrimoniais e falhas na gestão financeira da pasta, comprometendo a precisão dos dados oficiais.
Entre os principais pontos levantados, destaca-se uma diferença de R$ 3,3 bilhões entre os registros de bens móveis no Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI) e os controles internos de universidades e institutos federais. Segundo o relatório, em 53 instituições analisadas, os ativos registrados localmente são inferiores aos valores informados ao SIAFI, indicando uma possível superavaliação do patrimônio por parte do MEC.
Outro aspecto crítico apontado pela CGU está relacionado à depreciação de bens móveis. A auditoria estima que falhas na contabilização desse processo resultaram em uma distorção adicional de aproximadamente R$ 1 bilhão. A falta de critérios padronizados para avaliar a depreciação compromete a confiabilidade dos balanços patrimoniais do Ministério.
A CGU alerta que tais inconsistências afetam não apenas a transparência, mas também a tomada de decisões administrativas e a responsabilização dos gestores públicos. O relatório completo foi encaminhado aos órgãos competentes para as devidas providências.

