quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Líder religioso é preso suspeito de abusos sexuais durante falsos rituais no litoral de São Paulo

Um líder religioso foi preso na segunda-feira (9/2), em Guarujá, no litoral de São Paulo, suspeito de abusar sexualmente de ao menos quatro mulheres durante supostos rituais de “limpeza espiritual”. A prisão foi realizada após investigações da Polícia Civil.

De acordo com as autoridades, o suspeito, identificado como Edson da Cruz, se apresentava como “pai de santo” e se aproximava de mulheres em situação de vulnerabilidade, especialmente aquelas com problemas de saúde ou psicológicos, prometendo curas espirituais.

As investigações apontam que, durante os falsos rituais, ele incentivava as vítimas a ingerirem bebidas com efeito alucinógeno, preparadas com ervas. Com as mulheres entorpecidas, o suspeito afirmava que o ritual exigiria relações sexuais, momento em que praticava os abusos.

Após os crimes, Edson da Cruz teria constrangido e intimidado as vítimas para que não fizessem denúncias. Em um dos casos, uma mulher registrou ocorrência e, posteriormente, recebeu uma ligação de número privado, na qual foi ameaçada para “não levar o processo adiante”.

Até o momento, quatro vítimas foram identificadas: duas em Guarujá e outras duas em Osasco, na região metropolitana da capital paulista. Para a polícia, o número de vítimas e a abrangência dos fatos reforçam a gravidade do caso e a necessidade de aprofundamento das investigações.

Ao autorizar a prisão temporária, a Justiça destacou que há indícios suficientes do envolvimento do suspeito em crimes de violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável. A decisão também considerou a prisão essencial para evitar a destruição de provas e possibilitar a identificação de outras possíveis vítimas.

O mandado foi cumprido por policiais da Delegacia Sede do Guarujá, com apoio da Delegacia de Defesa da Mulher. Além das acusações de crimes sexuais, o homem também é alvo de denúncias de violência doméstica contra a ex-companheira.

O suspeito foi encaminhado à Cadeia Pública do Guarujá, onde permanece à disposição da Justiça.

ÚLTIMAS