O estado de Idaho, nos Estados Unidos, aprovou uma nova legislação que torna o fuzilamento o principal método de execução para condenados à pena de morte. A medida entrará em vigor em 1º de julho de 2026 e foi sancionada pelo governador Brad Little após o estado enfrentar dificuldades para obter os medicamentos necessários à aplicação da injeção letal.
Com a nova lei, o fuzilamento passa a ser o método prioritário nas execuções realizadas em Idaho, marcando uma mudança significativa no sistema penal estadual. Autoridades locais argumentam que a decisão foi tomada diante dos obstáculos enfrentados nos últimos anos para executar sentenças por meio da injeção letal, método tradicionalmente utilizado nos Estados Unidos.
Além da alteração no procedimento de execução, outra legislação aprovada pelo governo estadual ampliou as possibilidades de aplicação da pena de morte. A partir de agora, crimes considerados extremamente graves de abuso sexual infantil contra menores de 12 anos também poderão resultar na punição máxima. Até então, a pena capital em Idaho era reservada principalmente para casos de homicídio.
As mudanças provocaram intenso debate entre autoridades, juristas, defensores dos direitos humanos e setores da sociedade. Enquanto alguns defendem o endurecimento das punições para crimes considerados hediondos, outros questionam tanto a ampliação da pena de morte quanto a adoção do fuzilamento como método principal de execução.
A decisão coloca Idaho entre os poucos estados norte-americanos que autorizam o fuzilamento como forma de execução, reacendendo discussões nacionais sobre os limites das punições criminais, a constitucionalidade de determinados métodos de execução e o futuro da pena de morte nos Estados Unidos.

